quinta-feira, 18 de junho de 2009

Meu pai pagou o meu crédito educativo para 30 anos depois 8 ministros do Supremo decidirem que meu diploma não vale nada

Indignado por mais uma decisão errada da mais alta corte de justiça do país, o Supremo Tribunal Federal, não posso deixar de usar este espaço, ainda pouco visitado mas relevante, para informar que usei o microfone da mais importante emissora de rádio do país, a Rádio Globo, para expressar a revolta de milhares e milhares de jornalistas brasileiros com a decisão do STF. É bom ressaltar que apenas o Ministro Marco Aurélio Melo, votou pela manutenção do diploma, fazendo justiça à banda boa da imprensa brasileira que como eu exerce a profissão com dignidade e lutou para conseguir vaga numa escola pública ou pagou caro para cursar uma faculdade. Em muitos casos, como o meu, o crédito educativo foi a solução. Meu pai conseguiu o crédito junto a Caixa Econômica Federal e pagou as mensalidades (48 ao todo) a partir de um ano após a minha formatura. Foi a forma que ele encontrou de ajudar o filho querido a alavancar na profissão. Será que os Ministros do Supremo gostariam que alguém cassasse o diploma deles? - me ajudem a difundir este tema. Se não concordam façam um comentário para eu poder voltar ao assunto.

Obrigado, Gelcio Cunha.

22 comentários:

Eliane Furtado disse...

Bom dia, apesar do Supremo.
Texto ótimo, preciso e como jornalista e professora universitária, me dói a alma ver a a briga de tantos alunos - que como vc Gelcio - lutaram e lutam para obter um diploma digno. Sacrificios em todos os sentidos.
As pessoas pensam que jornalismo é um exercício fácil que basta escrever algumas linhas.
É ruimmm!
Uma vergonha esta decisão para o Brasil.
Tanta coisa para se fazer no Supremo...
De luto. No meu e no seu Blog.

carlos leitão disse...

É realmente injusto.
E sua colocação foi bem apropriada.
Sei tambem que existem muitos bons profissionais que, no passado, não frequentaram uma escola. Mas nós estamos em outra época.Como alguem poderá entrar para qualquer orgão de imprensa hoje sem um canudo?
Ou eles estão incentivando que se entre pela janela? Ah!!! vamos estender essa medida também para os médicos,advogados,dentistas,juises...Seria uma bagunça total...

Patricia Haddad disse...

Acho interessante (para não dizer ridículos) alguns argumentos dos que festejaram esta decisão. Uns dizem que a obrigatoriedade do diploma fere o direito à liberdade de expressão de quem não é formado. Ora! E alguém é proibido de se manifestar? Não existem colunistas e articulistas nos jornais? Não existem as cartas dos leitores? Não existem hoje os blogs, que qualquer um inicia em 5 minutos e escreve o que bem entende? Também dizem que há muitos excelentes profissionais atuando hoje sem formação. Esquecem apenas de dizer que são antigos, da época em que havia poucas faculdades, da época em que outras tantas profissões não estavam regulamentadas. As pérolas são ioncontáveis, mas irei parar por aqui. Parabéns por sua colocação e por nos defender em rede nacional.

Anônimo disse...

Meu caro Gélcio,
Li não sei onde hoje, que o Brasil não vê educação com prioridade...grande descoberta!!!!!
Se com Faculdade ainda vemos por ai tanta besteira escrita e falada por jornalistas, imagine sem um mínimo de formação(principalmente ética e português).
Darcy Ribeiro está dando voltas no túmulo.
Helio Garcia Toledo

Carlos disse...

Olá Gelcio sou amigo da "Jornalista" Eliane Furtado.Quero deixar meu depoimento e indignação em relação ao fim do diploma de "Jornalista". abraços Carlos Portela.

É um absurdo mesmo! Também estou indignado com o fim do DIPLOMA para a carreira de JORNALISTA. Se não existe mais, o governo deveria devolver (tem que devolver) o dinheiro gasto por estes anos todos de estudo "inútil", que não servirá mais para nada. Ou seja, pagou e não levou? E as faculdades o que fazer com os alunos que estão se formando ESTE ANOOOOO, os que ainda vão se formar e os que já se formaram com o diploma na mão em busca de uma colocação no mercado. Será que vão devolver o dinheiro gasto até hoje? ou seja, venderam e não tem o produto(mercadoria) para entregar!

Poliana Costa disse...

Difícil entender. Onde vai parar a responsabilidade pela informação deste país? [Nas mãos de qualquer um, que manifeste o interesse]. De quem se cobrará? E com que direito? [...].

Jane Marinho disse...

Na hora que vi a notícia pensei logo,pôxa isso é uma marcação cerrada com os Jornalistas que exercem a sua profissão com dignidade.Apesar de ter cursado na UFJF , muitos colegas lutaram como o Gelcio para pagar uma Faculdade de Comunicação. Isso é uma desvalorização da nossa profissão.Agora qualquer mané vai sair dizendo aí que é jornalista. Alguns ministros com exceçaõ do nobre ministro Mauco Aurélio disseram que não é uma profissão técnica.Não é tecnica, mas é necessário cursar uma faculdade para ser jornalista como em qualquer outra profissão.Friso aqui, existem outros cursos que também não são técnicos e como a profissão de jornalista, tem que ter um diploma para poder exercerem o seu direito de profissional... Muita revolta mesmo com essa decisão. Há 40 anos a profissão vinha sendo amparada por lei e agora que está no auge passa a ser banalizada.....

Anônimo disse...

Eliane Furtado, jornalista e ""Profeçora"" ""Univerçitária""( um só "esse"":Escreveu "" cubria "" a CBF"".

Em bom mineirês, cubria é um cú reluzente.

Tá aí um bom ezempru de jornalista.

O STF tem rasgão.

Bianca Hanriot disse...

Boa Tarde Gelcio,
tb vim deixar minha indignação pelo fim do diploma de jornalista.
Quer dizer que todo o meu estudo foi pelo ralo, pq é isso que estão fazendo com a educação que já é precária no país!!!! Eu acho que essas pessoas são ignorantes para votarem a favor da exclusão do diploma, pq não sabem o que é ser jornalista, não sabem que para exercer qualquer profissão é necessário um estudo aprofundado das matérias.
Vou procurar meus direitos e pedir de volta tudo que gastei na faculdade!!!
Estou revoltada e deixo aqui minha indignação e protesto!!!!
Bjs Bianca Hanriot

Olivia Colares disse...

Tenho apenas 22 anos de idade, sei que vivi bem pouco da história desse país, mas nesse tempo nunca vi uma decisão tão vergonhosa, para não dizer patética de nossas autoridades. Particularmente falando, no meu caso poderia ficar feliz com essa decisão, pois não pude terminar a faculdade. No entanto, exatamente porque iniciei uma faculdade é que acredito na obrigatoriedade do diploma. Não só o papel, mas todo o conhecimento que adquirimos durante quatro anos junto com professores que nos dariam as informações necessárias para nor orgulharmos de tal profissão.

Agora, uma decisão ridícula do Supremo anula todo o tempo "perdido" por milhares de "focas" e também por aqueles que fazem da profissão sua vida.
E ainda têm a audácia de comparar com a profissão de cozinheiro, como se para fazer comida não é necessário informação e conhecimento. Sendo assim profissões sem muita exigência de técnica ou sabe-se lá mais o que podem ser exercidas por qualquer um. Pois então, façamos um belo risoto em uma panela de pressão para ver como fica no final.

Abraço
Olivia Colares
aspirante a jornalista

Mauro da Silva disse...

Meu amigo Gelcio igual a você usei o Crédito Educativo, na mesma época e na mesma faculdade e a indignação também é a mesma. Pelos argumentos do Sr. Gilmar Mendes, relator do processo e presidente do STF, para ser jornalista basta ter "dom". Então eu diria, que um pedreiro tem dom para ser Engenheiro Civil, então, segundo o argumento do Sr. Gilmar, ele poderá exercer a profissão sem o diploma.
Esta é mais uma medida absurda do STF.

Um abraço irmão.

Mauro da Silva

Sandra Regina Balbino disse...

Gatos e cachorros, papagaios e periquitos também


Acabaram com o diploma de jornalista na canetada. Os doutos, lá no Planalto Central, fizeram esse favor a categoria. Como eu já não exercia a profissão, escrever virou hobby. Blog, site. Tudo muito sério e correto, mas um hobby. Vou poder achincalhar Deus e o mundo e quero ver quem vai me enquadrar na tal da Lei de Imprensa... que Lei de Imprensa????? Empresária do ramo de arquitetura essa é a boa. Papai estava certo. Maninha também. O negócio é construir casinha. Ser empresária cansa mais, mas é melhor. Ralo no que é meu - Estava decidida mesmo a mudar o lado (vou para o Direito, enquanto ele ainda não está torto). A partir de agora aperto a letra FFFFFFFFFFFFFFFFFFFF do teclado e tudo bem. Gatos, cachorros, papagaios e periquitos vão poder dar as sua bicadas por ai. (Será que eles vão aprender a escrever direitinho?) Foi para isso que eu levei alguns anos sentada nos bancos da faculdade - a FACHA, uma das melhores do mercado, diga-se de passagem. Quero fazer constar aqui toda a minha revolta e indignação com esse país de MMMMMMMMMMMMM. Também ....... deixa para lá. Entendam-se com ele, que aliás não tem diploma de jornalista, e vai poder escrever o que quiser.


SANDRA REGINA BALBINO
JORNALISTA / ASSESSORA DE IMPRENSA / EMPRESÁRIA

nelson disse...

Eu também achei um absurdo o que os ministros do Supremo aprovaram com exceção de um.Isso quer dizer que o curso superior não servirá de mais nada, as pessoas poderão trabalhar em qualquer área sem nenhuma formação.o país está falido em relação à educação e agora em relação ao ensino superior foi o fim da picada, já pensou voce ser operado um médico que não é médico, ter aulla por um professor que não é um professor,ser atendido por um advvogado que não é advogado, eu só lamento e sem mais nada a declarar.

janjão disse...

Parabéns Gelcio, vc falou tudo é uma vergonha isso tudo, Parabéns por vc trazer a público o seu descontentamento.

Anônimo disse...

Blz, pq vcs naum vaum aprende ptg dn no curço primaris.......
jnlts fldo internetês...coisa de guris internautas sem pai e mãe prá educá-los.
(hehehehe, o STF está certo).

vc, tb, blz, flw, pq, bjs, sds,hehehehe, prá que curso superior ?

Não existe faculdade que ensine a escrever em Internetês; aprende-se em qualquer lãrrauze.

Maria disse...

Revolta, sim; decisões "data venia", sem qualqur sentido. É uma tremenda falta de respeito com pessoas que como vc, frequentaram , estudaram uma faculdade e agora verqe, pelo menos, em documentos não valeu a pena. E se cassassem o diploma deles deBacharel em Direito, e voltassemos ao tempo dos rábulas?Lamento demais.

Fábio disse...

Bom dia !!! Realmente, "informação" ,"notícia" não podem ser passadas de qualquer maneira; Tem que ter o mininmo de conhecimento para tal. Conhecimento esse que é comprovado através deste diploma. Não sou jornalista, aliás, sou gerente comercial e não tenho graduação alguma, mas sei da importância deste diploma para esta profissão. Lamento tal feito. Pois cada dia que passa, o País se torna um país de "Burros" (para interesse único e exclusivo de alguns, que querem com essa atitude denegrir a imagem da imprensa)

Fábio Ferreira (Rio de Janeiro)

MARCIO BOLINHA disse...

Concordo plenamente que essa decisão é uma afronta àqueles que exercem um papel tão importante na sociedade. Muito antes de me tornar locutor de rádio, sonhava em ser jornalista. Por obra do destino precisei adiar o meu sonho e me tornei professor de História. Doze anos de formatura e apenas seis de exercício do magistério. Entretanto jamais me conformei em guardar meu diploma numa moldura. Eu prefiro carregá-lo comigo, para jamais esquecer das noites em claro, dos professores, das lágrimas, do dinheiro contado da xerox e também das injustiças que eu conheci através dos livros e, principalmente, dos jornais, que não apenas informam, mas impulsionam o povo à reflexão, mostrando as mazelas de uma sociedade ainda injusta e desigual. Todo esse tesouro que guarda grande parte da nossa história foi conquistado à custa de outros brasileiro que, como eu, acreditaram e continuam acreditando que podem fazer algo para mudar o que está errado.
O que nos derruba nesse momento é uma sensação de impotência diante de tanta arbitrariedade. Onde está você, Barbosa Lima Sobrinho? Que falta nos faz o imortal que já derrubou um presidente corrupto! Não seria difícil pra você derrubar
mais esse gigante! Só porque agora tem blog pra todo lado. Essa gente acha que é fácil retratar o mundo dessa maneira. Será que eles aceitariam um engenheiro, um padeiro, um radialista ou uma doméstica para defender alguém num tribunal? Afinal, os Códigos aí estão e existem pessoas que não possuem diploma de advogado, mas certamente lêem, se instruem e conhecem muito bem onde estão as injustiças desse país.Será que o Supremo aceitaria a volta dos juizes classistas, aquelas estátuas vivas que nada faziam, nada diziam e nada eram?
Mesmo com esse absurdo, faço questão de levar adiante o meu sonho, estudando e concluindo todas as etapas de curso de jornalismo. Só de raiva.

Simone Fernandes disse...

Gelcio, por falta de tempo nos últimos dias, não postei aqui meu comentário sobre o tema. Como acabei de responder um e-mail que recebi de um colega nosso também sobre o assunto, copio o texto da mensagem aqui para, também, participar do debate. Bjs

"Ricardo, se eu fosse a favor da manutenção do diploma, juro que, nos últimos anos, teria tentado mobilizar meus colegas para irmos juntos às ruas em grandes protestos, pelo menos no Rio, contra a possibilidade. Nunca fui favorável à obrigatoriedade do diploma, embora, assim como você e tantos outros, tenha investido nele durante quatro anos, coisa que, aliás, não me arrependo.

Desde que o STF tomou a decisão, o seu foi o quarto email de colega que recebi protestando contra a decisão. Engraçado é que a questão já vinha se arrastando há anos e nunca entrou em minha caixa de correiro eletrônico uma mensagem sequer sobre o tema. Acho que as manifestações dos profissionais que eram contrários à extinção deveriam ter sido declaradas quando o assunto ainda estava na esfera de discussão.

Aliás, você foi convocado por alguma entidade representativa de nossa categoria para participar de alguma manifestação? Desde que a justiça permitiu que o Ministério do Trabalho começasse a conceder registro de jornalista amparado numa liminar, você procurou o sindicato ou a Fenaj? Tem conhecimento de algum protesto que tenha acontecido de jornalistas, em qualquer parte do país, para explicitar descontentamento? Saberia me dizer por que nem as universidades e nem os univesitários de jornalismo foram às ruas protestar?

Com 28 anos de carreira, posso te assegurar uma coisa: nossa categoria nunca foi unida, e vai continuar assim. Com ou sem diploma.


Bjs,
Simone Fernandes"

Anônimo disse...

Parabéns Gelcio pelo seu brilhante texto, eu como jornalistatambém estou indignada com tal decisão, foram anos de estudos e dinheiro jogados fora. Essa atitude foi tomada porque os jornalistas tem descoberto as inúmeras corrupções que atingem esse país e isso claro incomodou aos queridíssimos juízes. Acho que está faltando o que fazer no Supremo por isso ocupam o tempo acabando com uma carreira. A classe é realmente muito desunida aceitou tudo numa boa sem reagir e ainda tive que ouvir um radialista feliz da vida com essa decisão porque ele não tem diploma.Ele se esquece das várias noites de estudo e pesquisa que tivemos que passar enquanto estávamos na faculdade; já para ele o título de jornalista ganhou de presente.

Lau disse...

cysicomaPra vc ver meu amigo querido... São uns "losers".rs
Estamos mal de justiça no Brasil...
Por que para exercer a função de juiz, então, é necessário ter um diploma de ad"e"vogado? Bastaria ter bom senso...o que eles não demonstram ter. rsrsrs

Beijos
Te seguirei... Vá ao meu blog, hein? É só teclar: http://renascendo-lau.blogspot.com/

Jô A. Ramos disse...

Meu querido amigo Gelcio, a indignação continua com essa atitude do STF. No momento, espero as próximas atitudes do Supremo onde outras profissões terão, também, seus canudos distituídos da função...será que ninguém vai ter um surto de rebeldia, nesse país? acho que vale a pena, uma vida se conta pelas lutas travadas e não pelas esquecidas.
bjs